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A presença organizada da comunidade grega em Santa Catarina remonta a 1883, quando os primeiros imigrantes provenientes de Kastellorizo, no arquipélago do Dodecaneso, estabeleceram-se em Desterro, atual Florianópolis. A esse núcleo pioneiro juntaram-se, nos anos seguintes, novas famílias gregas, muitas delas trazidas à região por iniciativa do Capitão Savas Nicolau Savas, personagem de destaque na formação e consolidação da comunidade helênica local.
Desse processo nasceu aquela que é a mais antiga associação helênica do Brasil, a Associação Helênica de Santa Catarina (AHSC). Ao longo das gerações, seus membros e descendentes integraram-se profundamente à sociedade catarinense, participando da vida comercial, profissional, cultural e pública de Florianópolis e do Estado.. Ao longo das gerações, seus membros e descendentes integraram-se profundamente à sociedade catarinense, participando da vida comercial, profissional, cultural e pública de Florianópolis e do Estado.
A Associação Helênica de Santa Catarina — AHSC dá continuidade à organização comunitária dos gregos e seus descendentes em Santa Catarina, preservando os vínculos históricos que unem Florianópolis à Grécia e, de modo particular, à ilha de Kastellorizo.
Sua missão é promover e preservar a cultura, a história e a identidade helênicas, fortalecer os laços entre seus associados e descendentes e manter viva a memória das gerações que construíram a presença grega em Santa Catarina.
A Associação desenvolve e apoia iniciativas culturais, históricas e comunitárias, promove encontros e celebrações e participa da preservação do patrimônio documental e da memória da comunidade helênica de Florianópolis.
A trajetória da comunidade helênica está historicamente ligada também à Igreja Ortodoxa Grega São Nicolau, em Florianópolis. Associação e Igreja constituem instituições distintas, com suas respectivas atribuições, mas compartilham uma história marcada pela imigração grega, pela tradição ortodoxa e pelo esforço de transmissão desse patrimônio às novas gerações.
Mais de um século depois da chegada dos primeiros imigrantes, a AHSC continua a cultivar essa herança, procurando fazer da memória não apenas recordação do passado, mas um vínculo vivo entre Grécia e Brasil, Kastellorizo e Florianópolis, os pioneiros e as novas gerações.